segunda-feira, 21 de julho de 2008

O Cineclube Sanatório exibe Pornochanchada

O Cineclube Sanatório exibe Pornochanchada

Local: Núcleo de Produção Digital Orlando Vieira, rua Lagarto 2161, quinzenalmente aos sábados, às 20 horas. ENTRADA FRANCA.


26/07 - Soberano - 2005. Dir. Kiko Mollica e Ana Paula Orlandi / Histórias que nossas babás não contavam - 1978. Dir. Osvaldo de Oliveira

09/08 - Boca Aberta - 1984. Dir. Rubens Xavier / O Bem dotado homem de Itu - 1978. Dir. José Miziara

23/08 - O Galante Rei da Boca – 2003. Dir. Alessandro Gama e Luís Rocha

06/09- Candeias da Boca para fora – 2002. Dir. Celso Gonçalves / Bacalhau – 1976. Dir. Adriano Stuart

20/09Nos tempos da vaselina – 1979. Dir. José Miziara

04/10 - Rio Babilônia – 1982. Dir. Neville de Almeida

18/10 - Os bons tempos voltaram, vamos gozar outra vez - 1984. Dir. John Herbert e Ivan Cardoso

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Violão, política clássica e a idiotice...

É engraçado quando, por alguma eventualidade, descobrem que sei tocar violão! Tratam logo de arrumar algum instrumento de 6 cordas para que eu possa brindá-los com alguma melodia. Mas o que se sucede nos momentos seguintes é de uma comicidade trágica que só os marginais e excêntricos d´uma circunferência qualquer poderiam experimentar. Imaginem a seguinte situação...

Lual! Fogueira acesa. Conversas regadas à base de vinho. E o violonista sem aproveitar muita coisa, visto que forçam o coitado a tocar uma música após outra. O dito cujo, então, olha pra mim e profere: "Ah, mas ele sabe tocar, também!!!" Todos os olhares voltam-se contra mim e, coagido, sinto-me impelido a dedilhar alguma coisa. Penso em meu não muito vasto repertório e começo a tocar algo de meu agrado... Interpreto, então, O Rondó Opus 241 de Carulli, o Capricho de M. Giuliani ou então a caliente Malagueña, do espanholíssimo Tárrega. Assim que termino a execução da música, levanto o rosto e vislumbro expressões faciais que habitam algum novo lugar entre o pathos e o lógos, revelando o sentimento de apatia e incompreensão que se instalou naquele momento. Então, depois de assobios e desvios de olhares, como que pra amenizar o clima, alguém pronuncia: "Sabe alguma do Legião Urbana!?!?"...

Deixem a historinha de molho e vamos visitar os helenos clássicos, agora. Platão, em toda a sua ociosidade criativa, foi o primeiro pensador a deixar uma vasta obra escrita (mais de 60!!!...). Entre elas, encontramos A República, um projeto utópico no qual a sociedade é governada por Magistrados filósofos. Encontramos nela, também, os Guerreiros, espécie de mantenedores da ordem (polícia moral? Hum...). E, finalmente, os Artífices, trabalhadores que sustentam todo o Estado com suas produções (de agricultores a médicos, passando por artesãos, músicos, caçadores - enfim - o pessoal que trabalha de verdade...)! Somos tentados a ver estas classes sociais organizadas numa hierarquia, onde os bons, belos e justos Magistrados mandam. Simples assim... Nada mais distante da Politéia Platônica, entretanto! Não há hierarquias (embora o próprio Platão - adepto da mentira pedagógica - afirme que assim o é...). Há, tão somente, cada um cumprindo o seu próprio papel. Cada um dando o melhor de si mesmo, fazendo o máximo de si mesmo, realizando totalmente a si mesmo...

Ainda na Grécia, damos um pulinho na escola ao lado. Aristóteles, ao contrário de seu mestre Platão, não era muito dado a idealizações e frescuras afins. Considerado o pai da Lógica formal e o primeiro cientista na concepção capital-moderna do termo (perdoem-me o anacronismo...), era um homem de atividade. Se em Platão, encontramos um excesso de theoria (visão, contemplação), em Aristóteles vemos a práxis (ação, prática) personificada. Observamos tal pragmatismo, por exemplo, em sua obra Política, na qual separa a ética (de caráter individual e psicológico) da política (social, comunitária). O homem, dotado de lógos (verbo, palavra), é um animal comunicativo, grupal, e só se desenvolve quando inserido numa pólis. É na presença do outro que o homem pode atualizar as suas potencialidades! Ser aquilo que já se é! Interessante como o conceito greco-latino idiota aplica-se muito bem, aqui. Idiota é todo aquele que se exclui da atividade política. Idiota é todo aquele que não se torna a si mesmo, pelo outro.

Vemos, tanto no almofadinha Platão quanto no menino-malino Aristóteles, a mesma idéia de "ser a si mesmo para o bem do outro"! Sistemas filosóficos antagônicos, mas que acabam convergindo para um mesmo ponto. Tanto a transcendência das idéias quanto a imanência da potência nos dizem: "Seja você mesmo! Mas seja você mesmo para o outro!".

"Tá! E Daí!? Onde você quer chegar" Vocês me perguntam... Bem, devolvo uma outra pergunta aos senhores: "É correto impôrmos uma forma de fazer política aos neófitos, sendo que cada um deles possui uma ética própria, uma idéia particular, uma potência individual pronta pra ser atualizada? Seria correto chamarmos "idiota" todo aquele que se negue a fazer comum unidade conosco, só porque ele pensa e atua no mundo de forma diversa da imposta? Não seria ele mais "idiota" se deixasse de ser ele mesmo, deixando, assim, de cumprir seu papel individual na "pólis"?"


Deixemos que toquem violão como quiserem! Com o tempo, eles perceberão que não é sábio isolar-se... Mas é muito menos sábio agrupar-se apenas por se agrupar! Com o tempo, eles tocarão novas melodias, mas ainda embaladas pelo antigo sabor que ressoava em suas cordas! Podemos, sim, ensinar os violonistas a tocar o "Legião". Mas - de forma alguma! - podemos inibí-los quanto ao que eles realmente PODEM e QUEREM tocar. Sejamos egoistas sabiamente...

terça-feira, 8 de julho de 2008

Eu conSumo, Tu onSomes, Ele nSome, Nós Sumimos, plim...


Tira: http://www.fotolog.com/peidei_rs/
Texto: http://www.priberam.pt/DLPO/

con.su.mir. | v. tr. | v. refl.

do Lat. consumere

v. tr.,
fazer desaparecer pelo uso ou gasto, gastar;
destruir, desfazer;
absorver;
corroer;
fig.,
importunar, mortificar, afligir;
v. refl.,
gastar-se;
ralar-se;
afligir-se.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Campanha Contra Redução da Maioridade Penal

Com intensa mobilização contra a redução da maioridade penal no Brasil, diversas entidades que compõem o Fórum de Entidades da Psicologia Brasileira, o FENPB, lançam neste mês a campanha “Entidades da Psicologia em campanha contra a redução da maioridade penal!”. Resgatando o pensamento do sociólogo falecido em 1997, Herbert de Souza, o Betinho, do Instituto Ibase – “Se não vejo na criança, uma criança, é porque alguém a violentou antes; e o que vejo é o que sobrou de tudo o que lhe foi tirado” – as entidades deflagraram a campanha contra a redução da maioridade penal.

Assinam a campanha contra a redução da maioridade de penal as seguintes entidades da Psicologia brasileira:

Associação Brasileira de Ensino de Psicologia – ABEP
Associação Brasileira de Orientação Profissional – ABOP
Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental – ABPMC
Associação Brasileira de Psicologia Política – ABPP
Associação Brasileira de Neuropsicologia – ABRANEP
Associação Brasileira de Psicoterapia – ABRAP
Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional – ABRAPEE
Associação Brasileira de Psicologia do Esporte – ABRAPESP
Associação Brasileira de Psicologia Social – ABRAPSO
Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-graduação em Psicologia – ANPEPP
Conselho Federal de Psicologia – CFP
Coordenação Nacional dos Estudantes de Psicologia – CONEP
Federação Nacional dos Psicólogos – FENAPSI
Instituto Brasileiro de Avaliação Psicológica – IBAP
Sociedade Brasileira de Psicologia do Desenvolvimento – SBPD
Sociedade Brasileira de Psicologia Hospitalar – SBPH
Sociedade Brasileira de Psicologia Organizacional e do Trabalho – SBPOT
Sociedade Brasileira de Psicologia e Acupuntura – SOBRAPA

Conheça as 10 razões da Psicologia contra a redução da maioridade penal:

1. A adolescência é uma das fases do desenvolvimento dos indivíduos e, por ser um período de grandes transformações, deve ser pensada pela perspectiva educativa. O desafio da sociedade é educar seus jovens, permitindo um desenvolvimento adequado tanto do ponto de vista emocional e social quanto físico;
2. É urgente garantir o tempo social de infância e juventude, com escola de qualidade, visando condições aos jovens para o exercício e vivência de cidadania, que permitirão a construção dos papéis sociais para a constituição da própria sociedade;
3. A adolescência é momento de passagem da infância para a vida adulta. A inserção do jovem no mundo adulto prevê, em nossa sociedade, ações que assegurem este ingresso, de modo a oferecer – lhe as condições sociais e legais, bem como as capacidades educacionais e emocionais necessárias. É preciso garantir essas condições para todos os adolescentes;
4. A adolescência é momento importante na construção de um projeto de vida adulta. Toda atuação da sociedade voltada para esta fase deve ser guiada pela perspectiva de orientação. Um projeto de vida não se constrói com segregação e, sim, pela orientação escolar e profissional ao longo da vida no sistema de educação e trabalho;
5. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) propõe responsabilização do adolescente que comete ato infracional com aplicação de medidas socioeducativas. O ECA não propõe impunidade. É adequado, do ponto de vista da Psicologia, uma sociedade buscar corrigir a conduta dos seus cidadãos a partir de uma perspectiva educacional, principalmente em se tratando de adolescentes;
6. O critério de fixação da maioridade penal é social, cultural e político, sendo expressão da forma como uma sociedade lida com os conflitos e questões que caracterizam a juventude; implica a eleição de uma lógica que pode ser repressiva ou educativa. Os psicólogos sabem que a repressão não é uma forma adequada de conduta para a constituição de sujeitos sadios. Reduzir a idade penal reduz a igualdade social e não a violência - ameaça, não previne, e punição não corrige;
7. As decisões da sociedade, em todos os âmbitos, não devem jamais desviar a atenção, daqueles que nela vivem, das causas reais de seus problemas. Uma das causas da violência está na imensa desigualdade social e, conseqüentemente, nas péssimas condições de vida a que estão submetidos alguns cidadãos. O debate sobre a redução da maioridade penal é um recorte dos problemas sociais brasileiros que reduz e simplifica a questão;
8. A violência não é solucionada pela culpabilização e pela punição, antes pela ação nas instâncias psíquicas, sociais, políticas e econômicas que a produzem. Agir punindo e sem se preocupar em revelar os mecanismos produtores e mantenedores de violência tem como um de seus efeitos principais aumentar a violência;
9. Reduzir a maioridade penal é tratar o efeito, não a causa. É encarcerar mais cedo a população pobre jovem, apostando que ela não tem outro destino ou possibilidade;
10. Reduzir a maioridade penal isenta o Estado do compromisso com a construção de políticas educativas e de atenção para com a juventude. Nossa posição é de reforço a políticas públicas que tenham uma adolescência sadia como meta.

LINK da reportagem: http://www.pol.org.br/noticias/materia.cfm?id=821&materia=1225

e se puderem envie esse manifesto aos senadores! (isso se corcordarem...)

tem lá um link em vermelho p isso! é rápido! ;)

Inclusão da psicologia no Ensino Médio

1.1 Fonte http://www.pol.org.br/main/index.cfm
1.2 - 8 Razões para psicologia ingressar no ensino médio

1)A Psicologia, enquanto ciência, apresenta um conjunto de teorias e estudos contemporâneos voltados para uma formação humanizadora do jovem.
2)Os estudos da Psicologia permitem uma relevante leitura das relações sociais e culturais na constituição dos sujeitos sociais.
3)A Psicologia possibilita que o jovem compreenda os fatores constitutivos da subjetividade humana, do desenvolvimento da personalidade, da vida comunitária e das novas organizações familiares.
4)A Psicologia tem contribuições específicas a dar como disciplina ao discutir temas como direitos humanos, humilhação social, preconceitos, processos de desenvolvimento e da aprendizagem.
5)A Psicologia utiliza-se de metodologias interativas e compreensivas de maneira a permitir que os conteúdos tenham sentido e significado para o aluno que deles se apropria.
6)A Psicologia possibilita o uso de estratégias de aprendizagem e de auto-monitoramento do estudo cujo objetivo é o desenvolvimento de autonomia e da aprendizagem auto-regulada.
7)O número de professores licenciados no Brasil, habilitados para ministrar a Psicologia, é suficiente para atender à demanda das escolas de Ensino Médio do País.
8)A Psicologia contribui de forma direta para a concretização dos objetivos do ensino médio estabelecidos pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional-LDB favorecendo a construção de sujeitos autônomos e democráticos.

1.3 - Projetos de Leis

PL 1641/2003 Autor: Dep. José de Ribamar Costa Alves - PSB/MA.
Ementa: Altera dispositivos do art. 36 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

PLC 004/2008Relator: Senador Valter Pereira - PMDB/MS.PL 6642/2006Apensados: PL 105/2007 e

PL 2240/2007.Autor: Senado Federal – Álvaro Dias – PSDB/PR.Relator: CEC – Ângelo Vanhoni – PT/PR.



comentários pró e contra por favor.....

EIV Nordeste

Ontem na reunião o Alexis, de Direito, e que também faz parte da organização do EIV foi lá pra dar uma explicaçãozinha do que é isso.
O EIV Nordeste é um Estágio Interdisciplinar de Vivências que anda se mutiplicando por todo o país e assumiu um caráter regional.
Bom, consiste "construir um espaço de capacitação que possua um caráter de mútuo intercâmbio político e profissional entre a Universidade, órgãos públicos, as famílias assentadas e os Movimentos Sociais de Luta pela Terra que contribua para o avanço na construção de um novo modelo de sociedade".
E pelo o que Alexis disse é assim: forma-se o grupão em que há uma preparação inicial, depois as pessoas são remanejadas em grupos de 5 ou 6 para algum assentamento e passa um período de tempo morando com as famílias de lá, em seguida junta-se novamente o grupão pra todos poderem passar para os outros o que aprenderam o com que se depararam.
Será no período de 28 de agosto a 14 de setembro. Tem somente 50 vagas e a prioridade são para estudantes de Sergipe. É gratuito.
Sobre toda a história desse Estágio é melhor vocês darem uma passadinha no blog:
http://www.eivnordeste.blogspot.com/

Qualquer informação a mais de quem queira participar pode entrar em contato com CASS (serviço social), agronomia, engenharia florestal e MRL.
O e-mail é esse aqui: eivnordeste@gmail.com


terça-feira, 1 de julho de 2008

Festas do Esquisito

Bom, tá rolando aí boca a boca que o DIAPSI vai fazer uma festa no final de agosto, lá pro dia 28 ou 29, e é verdade ein!
Como os calouritos não tiveram calourada, estamos mobilizando essa festa temática aí.
Muito simples: todos têm que ir vestidos muito estranhos pra essa festa. Um cabelo bagunçado, colorido, de batman, salto alto, mendigo, madona e o diabo a quatro.
O que importa é ir esquisito. Usem imaginação!
Será numa casa bem a carácter também. Lá na passarela do carangueijo, atrás do Amanda. Depois os mapinhas começarão a rolar ;)
A festa é aberta a todo mundo que exista, ou não. Só afirmando porque já perguntaram hoje sobre isso...

Por enquanto é isso. Estamos convocando todos os calouros e todos os veteranos a participarem da organização e dar pitaco sobre a festa. Queremos sugestões.

Já tem gente vendendo rifa aí pra arrecadar dinheiro pra fazer a festa.
Não seja pão-duro que é só 1 real e tem que ajudar, ein?




Ah! Não esquecendo...
As reuniões rolam às quartas 13 na sala do DIAPSI.
Uma das pautas é a festa do esquisito.
Quem quiser rifa só pedir a mim, Mairla.
Quem tiver alguma idéia aparece na reunião que será bem vindo ;)